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Tens Medo ? Sim.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Meus  Medos
Ana Eugenia Loyolla Hollanders
 
Sempre fui mulher forte, que a poucas coisas temeu. Nas muitas viradas da vida levantei a cabeça e segui em frente enfrentando-as incansavelmente. Esmoreci algumas vezes, mas enfrentei, nunca desisti, se não por mim, pelos que amo e amei e ainda, junto com os que amei.
Medo do amanhã, do desconhecido, da morte, não tenho. Sei que o amanhã pode não chegar e que a morte é certeza da vida, é natural. Convivo com ela bem próxima, no meu dia a dia, mas, não quero morrer cedo. Quero viver o amanhã e ver meus filhos crescerem, tornarem-se adultos, acompanhar suas vitórias, apoiá-los no que for possível.  Quero acalentar e mimar meus netos , vê-los também crescer.
Quero fazer muita coisa que ainda não pude, como conhecer pessoas, lugares, crenças e muito mais.
Sempre enfrentei lutas e batalhas, medos, tenho sim. Tenho medo da ignorância humana, da agressão física e moral, do irracional, da estupidez. Tenho medo das ações impensadas praticadas por pessoas queridas descontroladas por ira, ciúme, vaidade ou orgulho.
Tenho grande medo do irracional. O irracional não tem ética nem moral, não é lógico, não segue regras, não segue a justiça de Deus ou dos homens.
Tenho medo da inveja, pois é a arma dos incompetentes, dos pobres de vontade e de espírito.  E reside em pessoas insignificantes a quem pouco posso ajudar, pois agem à surdina, com maldade no coração, trazendo escuridão e espalhando tristeza e dor. Pouco posso fazer por elas, por isso temo a inveja.
Tenho medo de tempestades.


 Tempestades emocionais, descontroles que atingem minha vida e assim, atingem também aos que amo. Que me transformam em um ser desagradável, incontrolável. Temo a depressão como a euforia sem limites. Tenho medo de perder a lucidez, de tornar-me insana, de transmitir a insanidade.
Temo também a decepção, não de ser alvo desta, pois hoje pouco espero das pessoas, e assim, protejo-me de decepções. Tenho sim,  medo de decepcionar os que confiam em mim para ajudá-los no caminho de seus sonhos, de suas realizações. Já decepcionei os que amei...
Tenho medo da castração da liberdade. Liberdade de ir e vir, de decidir o caminho a seguir, do não poder escolher, de não poder errar, de não poder tentar. Tenho medo da incapacidade, da dependência. Tenho medo da impotência.
Tenho medo da fragilidade do corpo e da mente com a alteração natural de suas funções, temo as limitações e com esta a perda da dignidade, da identidade, do ser eu, com tudo o que isto implica.
Tenho medo da velhice e da limitação imposta por esta superar a capacidade e a vontade de viver, de trabalhar, de reagir, de caminhar, de lutar pelos meus objetivos, meus sonhos, minhas vontades.
Temo a injustiça, pois esta gera ódio que corrói o coração com sentimentos de revolta, maldade e vingança e estes impedem e neutralizam o amor e o perdão.
Mas ter medo significa capacitar-me dia a dia, conviver com eles e superá-los significa sobreviver, adaptar-me.
Há tempo de guardar e tempo de lançar fora meus medos. Tempo de esperar e tempo de caminhar sem medo de seguir em frente. Este é o meu tempo.

5 comentários:

Anônimo,  4 de dezembro de 2011 às 11:24  

Sempre sincera e de peito aberto, por isso admiro você professora.
Não mude nunca. Bjin

Mara Poliana 4 de dezembro de 2011 às 17:57  

Gosteei muuito . Me identifico bastante !

Anônimo,  5 de dezembro de 2011 às 17:37  

adorei o texto parabéns !

Anônimo,  5 de janeiro de 2012 às 12:11  

Realmente é você. Sandra

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PALAVRAS FINAIS

Que bons ventos te tragam sempre...
e que bons ventos te levem...

mais leve, feliz,

tranquilo e

em paz!

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