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Cronicas Médicas

terça-feira, 8 de novembro de 2011



URGÊNCIA EM PAQUETÁ

                                                                   Avenor Augusto Montandon

          Quando eu era menino ouvia muito falar de Paquetá, uma ilha ”paradisíaca” na bahia de Guanabara. Tinha muita curiosidade em conhecê-la.
A oportunidade surgiu quando, já médico e morando no Rio de Janeiro, pude conhecer num daqueles fins de semana ensolarados do Rio. Meus sogros estavam nos visitando e manifestaram o desejo de visitar a ilha. Tínhamos 3 filhos pequenos. A menor, Nicole era ainda um bebezinho de alguns meses.
Findos os preparativos e animados pela expectativa de um passeio muito diferente fomos para a estação das barcas.
A viagem, numa barca de 2 andares, iniciava na praça XV e durava uns 40 minutos.
Ainda me lembro que tive uma grande decepção ao constatar a sujeira da água da bahia, contrastando com a espetacular paisagem que se descortinava nos relevos da cidade. Embora a barca não fosse muito confortável, a travessia da bahia foi muito agradável.
Sogro, sogra , mulher e filhos se deliciando com a novidade. Eu, já acostumado com aquele tipo de transporte, me preocupava com a segurança da turma em meio a uma pequena multidão de turistas e habitantes da ilha que retornavam da jornada de trabalho no continente.
No desembarque constatei que o lugar devia ter sido realmente maravilhoso. Agora já nem tanto pela poluição imposta por uma exploração inescrupulosa e desprovida de um espírito de preservação ambiental. Mesmo assim  Paquetá refletia o deslumbramento que despertara outrora.
Nos acampamos numa pequena praia não muito longe do centro, acomodados à sombra de frondosas árvores com rochedos e ilhotas á sua frente. Acomodamos e alimentamos as crianças, arrumamos o nosso ambiente e procuramos usufruir o programa, a despeito zoeira dos vizinhos, das moscas e do cheiro dos cocôs de cachorro.
Fascinava-me uma ilhota a uns 200 metros dali, com rochas e uns arvoredos, testemunha de áureos tempos de Paquetá, e, movido pelo interesse despertado, resolvi nadar até lá.
A travessia a nado não foi difícil. Talvez tenha feito o percurso nuns 15 minutos. A água era turva e mal dava para ver a um metro de profundidade. Já na ilhota pude apreciar um real isolamento e o silêncio só interrompido pelo canto das aves.
As rochas denunciavam a presença de visitantes que quiseram se perpetuar com suas assinaturas, marcas e desenhos nelas estampados.
Algum tempo depois, sentida a necessidade de retornar,

PALAVRAS FINAIS

Que bons ventos te tragam sempre...
e que bons ventos te levem...

mais leve, feliz,

tranquilo e

em paz!

Grande abraço!

Ana Eugênia


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